O meu sono gostava de sair pra dar uma voltinha lá fora, pra nos deixar a sós, pra me deixar de olhos esbugalhados contemplando o teu dormir. O pouquinho de luz que atravessava a minuscula vidraça da tua janela-engraçada projetava metade do teu rosto, o teu cabelo tinha aquele cheirinho do shampoo verde, e a tua pele-veludo me confortava, me alegrava. A quietude da noite implicava viagens profundas a milhares de lugares desejáveis, e eu sorria feito boba com você dormindo nos meus braços...
Até que a vida nos acorda dos doces sonhos e nos prega peças inevitáveis. E o agora vem estampar que não se pode, que não nos cabe mais, mas...
Eu sinto saudades.
De tudo.